segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O começo

Almoçando numa tarde de segunda do dia 8 de fevereiro de 2010 me deparei com uma notícia do Jornal Hoje:
Aconteceu ontem nos EUA a final do campeonato de futebol americano, o Superbowl.
Na reportagem era mostrado torcedores de Nova Orleãs, Luisiana, correndo pelas ruas, vestidos de preto e dourado com aqueles cordões tradicionais nas festas de Mardi Gras comemorando um título como se fosse a Copa do Mundo. Fiz uma alusão mental que eles deveriam estar sentido o que eu sentiria se o meu Botafogo tivesse ganho o título do Mundial Interclubes.
“Mas espera ae… eles foram campeões da liga americana, não do mundo. Seria como se fosse campeões do Campeonato Brasileiro” – pensei. Depois de tentar paralelizar o que seria um Superbowl para um jovem brasileiro que cresceu vendo Túlio Maravilha, Romario, Bebeto e entre outros jogando e fazendo mágica com a bola perfeitamente circular, ele decidiu pesquisar o que um time precisava fazer pra chegar a final de um campeonato com a bola oval.
No computador, completamente perdido com palavras que pra mim eram desconexas como: conferência, divisões, seeds, wild cards… Decidi desliga-lo e fui jogar algo.
Naquele ano alguns meses depois, eu estava assistindo um jogo do “meu time na Inglaterra” o Manchester United na ESPN,  e vi a chamada para os jogos de futebol americano que ocorreria mais tarde. Como eu tinha um time para tudo, decidi que queria ter um time de futebol americano também. Então entrei na página de NFL e fui acessando as páginas dos times uma por uma, vendo as logos que achava mais legal, as cores, as cidades… Até que entrei no site do New Orleans Saints, e me lembrei que ele foi o último campeão. Abri a wikipedia, joguei o nome do time, vi que era o seu primeiro SuperBowl, fiquei maravilhado com a história do ressurgimento do time após o furacão Katrina ter assolado a cidade inteira, abri o youtube, vi o U2 e o Green Day tocando “The Saints Are Comming”, ví o vídeo do bloqueio de punt seguido de touchdown que era chamado “Rebirth”, não entendi, vi o vídeo chamado “Return to Victory” em que Tracy Porter intercepta uma bola do Peyton Manning e vai parar numa parte colorida do campo, não entendi… mas gostei.
Depois disso, seria difícil escolher outro time, na verdade nem tentei.
É de minha personalidade pesquisar sempre a fundo sobre um tema que eu ache relevante, e estou fazendo isso até hoje, quase 3 anos depois. E esse blog foi feito para pessoas como eu, que se interessam por futebol americano, que ainda não entendem o jogo, mas que por algum motivo… gostam.
Não sou um especialista, nem pretendo ser um dia. Mas sou um entusiasta do esporte, e quero aprender e ensinar o pouco que sei pra quem quiser.

Bem-vindo ao Lost In Redzone.

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